segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Flanar e parar

Flanar é passear ociosamente, vadiar. Flanar é se perder. Andar sem rumo, sem intenções. Fugir do contorno, se espalhar, tangenciando os caminhos. Aberto aos ares, vazio. Sem esperar, sem encontrar. Despreocupadamente. Sem pressa, com rodeios. Fazendo e desfazendo os caminhos, descosturando. Desconstruindo.
Parar. Quando paramos? Existe uma paragem? O estático se revela no movimento. O caminho se insinua em sua própria imobilidade.
Flanemos então.
Sem medo. Sem esperança.

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