sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Retomar

Como um eterno retorno, reinicio. Retomo, reinvento. Perdidos percalços. Sinuosos caminhos. Levam ao nada. De onde tudo recomeça. Sem direção, sem intenção, sem vontade. Sem permanência, inquieta resistência, esgueira-se, distorce e contorce, remoendo, regurgitando, ruminando. Sem pena, sem conforto, sem motivo.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

No meio da noite

O pensamento que assusta, nos tira do sono. Acorda ou será que nos coloca em verdadeiro torpor? Uma visão aterrorizante da realidade. Como se nos virássemos de cabeça para baixo e, somente assim, pudéssemos enxergar. De fato. Ou lembrar. Algo esquecido há muito. E sempre volta, insinuando-se disfarçadamente, para então surgir imperioso. Forçando-nos a encará-lo. E aí, falta-nos o ar. Angústia. Fantasmas diáfanos. Ou reais demais. Encarando-nos de dentro de nossas próprias retinas. Esmiuçando-se por entre caminhos conhecidos. Mas esquecidos. Deixados. Dolorosa visão.